Janeiro. Ano novo, Porto Alegre, Derbi, Lilly, Fernando. Floripa, Fabi, Knor, Murta, Seagal. Aniversário, GF, Rio. Jurerê, pais. Fevereiro. Carnaval. Jonatan. MPB. Repertório. Parei de roer unhas. Março. Cantar em público pela primeira vez. Desilusão. Festinhas na UFSC. Fred. Abril. Decisão. EREBD Sul Rio Grande (não fui). Melancolia. Feriado, Campo Grande, primos, tias, vó, casa, bacalhau. João Rafael. Maio. Tristeza. Fim da tatuagem no braço esquerdo. Briga. Eric. Narguile. Filmes do Zé do Caixão. Filmes thrash. Dança do ventre. Junho. Deve ter sido uma correria qualquer de final de semestre que eu só queria que acabasse, é isso. Endócrino, dermato, gineco. Rafael. Julho. Kommbo. ENEBD, Rio de Janeiro. Hannah. J.-P. GF. -Notyesus>. Saara. Botafogo. Morena e Marchelly. Parque Lage. Agosto. Descoberta de pedra na vesícula. Classificação, CDD. Fernando. Dia 8. Dia 15. Campo Grande/MS, dia 31, operação de pedra na vesícula. João Rafael. Feira Central, Saruana. Setembro. Apaixonada, apesar de todas as coisas. Outubro. Artigo enviado. Dia 10, J.-P, Ibrasotope. Decisão de tema do TCC. Dia 31, Bienal, J.-P, Posludio. Novembro. Pesquisa “bibliográfica”. Bancos. Prosul. Trabalhos finais, Indexação. Floripa, J.-P., casinha. Fim da 4º fase de Biblio. Dezembro. Recesso UFSC. São Paulo, J.-P., Ibrasotope. Artigo recebido com ressalvas. Prosul, festa. Pais, natal. Ano novo, J.-P.
Fim, por enquanto.
Será que existe mesmo uma diferença entre BOM SENSO e tiração de onda?
Esse ano eu já fui chamada de moralista várias vezes. Talvez eu seja mesmo, uma moralista idiota. Não sei. Se estão dizendo é por que deve ser mesmo.
Vou usar dois assuntos que são mais próximos de mim pra chegar onde quero: tatuagens e roupas. Sim, tudo bastante superficial. Tatuagem, pra mim, é tiração de onda. Sempre foi, sempre será. É parte da minha personalidade, sim, e tudo o mais, mas faço por que acho bonito e claro, pra mostrar pros outros. Já falei sobre como as pessoas ficam desesperadamente procurando significados pra tatuagens enquanto as minhas não significam nada. E sim: nego SE CHOCA quando eu falo que elas não significam nada. Por que tatuagens necessariamente TEM que significar alguma coisa, né? Juro que não entendo quem foi O IDIOTA que estabeleceu isso, mas tudo bem.
Me sinto bem indo em uma boate, bar, praia, festa mostrando as minhas tatuagems. É adequado. Quando estou na rua, sei lá, fazendo compras, também. Nunca sofri discriminação por causa disso. Mas, por incrível que pareça, não me sinto bem mostrando minha tatuagens em: igrejas, ambiente de trabalho e universidade. E não me sinto bem assim nesses lugares pelo simples fato de que não vou a esses lugares pra tirar onda. Vou por motivos específicos e fim.
Muitas das vezes não gosto de gente que tira onda nem em lugares adequados… E com toda a certeza, gosto MENOS AINDA de gente que tira onda em lugares que EU considero inadequados.
É simples e é assim que funciona comigo. Se eu PRECISAR tolerar a criatura, tolerarei. Se não, NÃO.
E sim, claro, vai ter gente que vai defender criaturas que se vestem com microvestidos em universidades e que claro, “Brasil país do carnaval, como as pessoas podem ser tão moralistas? e mimimi…” … “por que o direito das mulheres serem sexualizadas e mimimi… mulher também pode ter desejo”… entre outras trilhões de abobrinhas que li por aí, eu, em todo o meu moralismo, imbecilidade e machismo porco chauvinista ainda acho que falta uma boa dose de BOM SENSO a muita gente nesse mundo.
Acho uma MERDA essas pessoas que acham que todo mundo tem que ENGOLIR o que elas tem pra oferecer GOELA ABAIXO por que senão vão ser taxadas de moralistas/hipócritas/racistas/preconceituosas/fascistas/insira aqui o SEU RECALQUE.
Quer dizer agora que toda via pública agora é uma passarela de samba, uma sapucaí, virou tudo samba do crioulo doido e EU NÃO TÔ SABENDO? Posso andar PELADA na rua de boas e todo mundo vai ter que ACEITAR e me tratar COMO IGUAL? Posso fazer O QUE EU QUISER, agredir as pessoas sem pensar, sem ter que lidar com nenhuma consequencia por isso? Tá escrito onde? Desde quando? Quem disse/ensinou/mostrou?
Devo ser mesmo uma pessoa muito ignorante, desinformada e antiquada.
Sim, irônico uma criatura que tem mais da metade do braço esquerdo tatuado lhe falando qualquer coisa sobre BOM SENSO. Eu sei. Posso até ser hipócrita, mas enfim… Faço o que posso pra evitar causar confusão e desrespeitar as pessoas do meu convívio a troco de pouca bosta. Não é essa a minha intenção, nunca. Felizmente entendo que nem todas as pessoas do mundo são obrigadas a gostarem de mim, me aturarem e aturar o meu jeito de ser. E sempre tento fazer um esforço pra não levar isso pro lado pessoal.
(2008)
Raise your glass
We have incorporated
Place your bets
We’re all so sick of waiting
Queen takes jack
A lucky guess could land you in the sack
So pick a number
Dresden Dolls, Dirty Bussiness
(2009)
And I know that it’s complicated
But I’m a loser in love
So baby raise a glass to mend
All the broken hearts
Of all my wrecked up friends
Lady GaGa, Speechless
(2006)
[III: I Raise My Glass]
They say it’s lonely at the top
Then I’m as lonely as can be
But I am not too sorry
You see, I’ve chosen this company
I got myself a winning team
It’s Me, Myself and I
You bet it’s lonely at the top old friends
And I’m here today to tell you suckers why!
(Dea Pecuniae!)
Dea Pecuniae
Money rules…
They claim that I get paid for my big Responsibility
But hey, you know…
That is just a lame excuse
For my egocentricity
They say that we’re really the same you and I
And I truly do agree
You see
Just like me
You live for me
Until the day you die
And so I raise my glass to all of you who really believe that I get
paid for my big responsibility
To all of you who suck it up and pay my debts
To all of you who think that my lifestyle does not affect the environment
Or the poverty
Well, maybe not more than marginally anyway
Good for you!
And you know what?
Here’s to you…
And I raise my glass, to those of you who give their piece of the cake
for free, for me to throw in the face of democracy
For those who help making solidarity ideologically untrendy
And charity individualistically idiotic, unsmart and characteristically bendy
I salute thee you poor bastards ’cause you all nod while I sit at your table
So let’s raise our glasses one last time, to give you all the greatest
recognition and credit of all times – cause after all, let’s face it;
that’s the only “thank you” you will ever get
So come on now – raise your glasses!
Here’s to YOU
There will be nothing left – no!
Nothing left…
…but money
Pain of Salvation, Dea Pecuniae
Esses dias uma amiga querida falou no Twitter “Ainda não vi a graça da Lady GaGa”. Fiquei tentada a responder prontamente, no Twitter mesmo, mas aí descobri que isso não é exatamente uma coisa que pode ser respondida no Twitter… Tem todo um histórico e eu sou meio chatinha com históricos apesar de ter a memória bem falha. Mas enfim… Pra mim é muito difícil parar pra pensar nos porquês de eu gostar de algo… Tenho preguiça desse tipo de reflexão. Mas aí agora que estou de férias e tenho um pouquinho mais de tempo livre resolvi escrever sobre isso. Vamos começar por ontem…. Ontem eu fui ao shopping. Queria comprar alguma coisa, alguma roupa, sei lá. Provei mil coisas, nada me agradou.
Não compro coisas pelas quais não me apaixono. Sempre faço algum tipo de esforço pra não gastar dinheiro com coisas que não vou usar até se gastarem completamente. Fiquei meio frustrada por que ia sair do shopping sem ter comprado nada mas aí resolvi passar na Saraiva, bem como quem não quer nada (e nem queria mesmo). A loja tava lotada (maldito dezembro) e sei lá, não tava com saco pra olhar os livros… Lá nunca tem o que eu quero mesmo, só em São Paulo. Aí fui pro lado dos computadores, DVDs e CDs. Olhei um bando de CD chato e aí lembrei que eu tinha falado pra mim mesma que gostaria muito de comprar o CD da Lady GaGa.
Eis que então dou de cara com o The Fame Monster e resolvo levá-lo na hora. Nem olhei o preço. Sou assim com as coisas que gosto muito. Perguntei pro vendedor se tinha o “The Fame” por que eu queria ter os dois e ele me disse que o “The Fame Monster” era duplo e tinha todas as músicas do primeiro disco + as músicas novas. Parece que ela quer mais que as pessoas ouçam do que comprem aos montes. Sei, sou ingênua, mas gosto de pensar que seja assim. Achei generoso. Achei curioso também o meu comportamento… Acho que fazia uns 10 anos – sem exagero – que eu não sabia o que era comprar um CD. Tinha/tenho quase tudo em mp3, não via necessidade de comprar um CD. São poucos os artistas que gosto e sei lá, prefiro colecionar outras coisas…
Coleciono experiências e não coisas físicas. E a Lady Gaga me oferece isso.
Por isso não me contentaria em ter só as mp3 dela. Fazia tempo que eu não comprava um CD. Fazia muito tempo que eu não ficava TÃO animada comprando um CD. Comprei o CD físico por que eu queria ver, queria ter ali comigo, curiosa pra ver o que tinha no encarte. Mas o CD algum dia vai riscar, o encarte vai rasgar, esses dados todos irão perecer. Mas as coisas que ela faz, acho que não… E as músicas que ela faz vão me lembrar, pro resto da minha vida, de uma época muito boa da minha vida. Mas até agora falei de hoje, não falei de como a conheci. Não me lembro muito bem mas acho que foi em algum mês do ano passado. Quem me apresentou foi a Marlany. Ela me mostrou um vídeo em que ela se apresentava num programa com um maiô azul e cantava Just Dance. Gostei da música mas óbvio que a achei bizarra, ela e o óculos pop e o cetro luminoso. Acho que não tinha visto nenhum artista mainstream tão bizarro desde o Marylin Manson na época de ouro dele..
Não a acho bonita de rosto, mas o corpo dela é lindo e isso é inegável. Só fui reparar o quanto ela era mignon e pequena no clipe de Telephone onde ela aparece dançando com a Beyoncé, que é infinitamente maior que ela. Enfim, biotipos diferentes. Nunca parei pra prestar atenção nas coisas que ela diz, entrevistas, etc… Acho essas coisas meio sacais. Não leio entrevistas. Só pego uma frase ou outra. Coisas que eu gosto de observar na GaGa e que me dizem o suficiente sobre ela: a forma que ela se veste, os clipes e uma frase solta ou outra, que nem quando ela disse que era hermafrodita. Ela brinca bastante com a mídia e eu acho isso divertido, me agrada. São poucos artistas mainstream que tem essa coragem… A única que eu consigo quase equiparar é a Björk, que não era tão bizarra, mas que até então era considerada bizarra, usava um vestido esquisito de cisne e esperava os comentários… E pra mim ela também nunca deixou de ser maravilhosa e uma artista incrível. Só que não tão pop (eu acho) e também não tão carismática.
Voltando às músicas da Gaga, depois da Just Dance, em seguida veio Poker Face e então Paparazzi. Já tinha ouvido Beautiful, Dirty, Rich e Boys, Boys, Boys também, mas não tinham me animado tanto. Aí veio a Bad Romance e aquele clipe foda.
Me sinto ridícula ao dizer isso… Mas fazia tempo que eu não via um clipe que tivesse tanto impacto em mim. Nessa época comecei a ouvir Lovegame também e Marlany me mostrou a Dance in the Dark e a No Way (que por incrível que pareça, não está no The Fame Monster… Senti muito a falta..). Ontem cheguei em casa pra ouvir o CD inteiro, de uma vez. É muito diferente você ouvir singles e ouvir um CD inteiro, corrido.. Dá uma outra dimensão do que exatamente você está ouvindo. A Bad Romance eu já conhecia. A Alejandro tem uma vibe totalmente Ace of Base, não tem quem discorde. Não me lembro das faixas: Monster, So Happy I Could Die e Teeth direito. Até que gostei da Telephone que é com a Beyoncé e subestimei completamente a Speechless. Na primeira vez que ouvi pensei “que porra de música é essa com vibe setentista no meio de um album pop meio dark, meio anos 80/90?”. Até que eu vi este vídeo:
Achei bonito mas ainda não me convenceu muito. Procurei pela letra e a achei bastante triste apesar de eu gostar de coisas tristes. Resolvi cantar junto pra ver o que eu achava e a parte que me fez chorar foi:
If I promise boy, to you
That I’ll never talk again
And I’ll never love again
I’ll never write a song
Won’t even sing along
I’ll never love again
Pra um artista, independente do que ele faça, essa é uma promessa muito difícil de ser feita, muito arrastada, muito dura… E a música não soa assim. A melodia é quase que divertida apesar de ser grave, em comparação a todas as outras que ela já fez. E foi esse contraste que me emocionou. “Existem coisas terríveis e difíceis acontecendo comigo agora mesmo, mas tudo bem… Vamos fazer com que seja legal”. Me identifiquei. Essa música foi um esforço pra ela e imagino que não deve ter sido fácil escrevê-la. Pra mim, ela é uma aceitação de algo muito dolorido e difícil de lidar. Hoje de madrugada e hoje pela manhã eu chorei muito, muito, muito ouvindo e tentando cantar essa música sem nem mesmo saber efetivamente do que se tratava. Aí agora a pouco – pra escrever esse post – abri a Wikipédia pra ver se achava alguma coisa sobre o álbum e descobri que ela fez essa música pro pai dela.
Ele é cardíaco há 15 anos e falou a ela que não pretendia realizar a cirurgia, que queria deixar tudo como estava (I can’t believe what you said to me / Last night when we were alone / You threw your hands up / Baby you gave up, you gave up). Ele bebia e ligava pra ela e ela não sabia o que dizer (Could we fix you if you broke? / And is your punch line just a joke?), ela tinha medo que ele morresse e ela não estivesse por perto. Enfim… dramalhão, coisas da vida produzem coisas legais e todo mundo sabe. Mas não sei por que eu resolvi ‘entender’ essa música. Acho que é possível ouvir mil vezes a mesma coisa e ainda assim não sacar nada… Ou sei lá, não se deixar levar pelo que está ali. Não quero dizer que acho isso errado. Falando sobre isso – como ouvir e perceber música – não consigo entender as coisas pelos termos de “certo” e “errado” ou “bom” e “ruim” por que acho isso meio limitado… Não gosto.
Às vezes eu curto mesmo ouvir músicas mindlessly, repetidamente, por dias seguidos e às vezes gosto de prestar atenção no que está sendo oferecido, no que estão me propondo. Às vezes é só aquilo mesmo (não passa de entretenimento), em outras vezes é só um conjunto de coisas, e em outras é um conjunto de coisas INCLUSIVE coisas minhas, que se misturam comigo, com o que eu sou. Às vezes as melodias saem da minha cabeça da mesma forma que entraram e eu as esqueço pra sempre. Às vezes batem e ficam, independente de serem catchy ou não. Não gostei da Speechless a primeira vez que ouvi… A subestimei. Achei que a música destoava das outras, mas só depois entendi o propósito dela estar bem no meio do álbum e dela querer muito chamar a atenção pra essa música. E é uma música pop muito boa. Não que as outras também não sejam, mas essa eu sabia que era especial. Acho que vou continuar gostando da Lady GaGa por que acredito que ela terá mais a oferecer. Não mais do mesmo, por que isso é impossível pra alguém como ela… Mas enfim.. Tem sido muito agradável.
Acho que é isso. :)
Dora: meo… acabei de receber um sms do filho da puta de março…. ignorarei sumariamente.
J.-P.: que filho da puta de março?
Dora: aquele cara que eu conversei com vc que simplesmente SUMIU, desapareceu bem no dia do meu aniversário, depois de ter combinado algumas coisas comigo… e que eu meio que tava curtindo ele.. filhodaputa cretiiiiiiiiiiiino..
J.-P.: sim, e o que diz a mensagem?
Dora: “Te vi passando na beira-bar, segunda, final de tarde…” vontade de responder “Ok. Morra. Beijos”. Mas não irei responder isso…
J.-P.: Cara, é batata… quando a gente se compromete, os abutres aparecem… Nego que CAGAVA QUIIILOS começa a dar sopa de novo… só pra atrapalhar. E vc vai responder?
Dora: não porra! responder pra que? dar mole pro cara?
J.-P.: só estou perguntando, fofa.. mas esse cara não encontra contigo de vez em quando? vc me falou que ele é da UFSC…
Dora: tipo.. desde que ele resolveu me esnobar, já dei de cara com ele várias vezes na UFSC. ignorei todas as vezes só pelo que ele fez comigo. achei escroto e pronto. reconheço quando me tratam como lixo… algumas vezes eu finjo que não foi nada… mas EU SEI que fui tratada como lixo. pra aceitar isso mais claramente é só questão de tempo.. é sempre difícil… mas quando aceito, é uma vez só. quando deu 1 mês de ele me ignorando no msn, bloqueei excluí e excluí de todos os contatos de tudo… e nem voltei atrás… o cara foi um babaca de marca maior. e ele não é idiota: ele sabe disso.
J.-P.: qual que é a onda dessa galera que aparece quando vc está namorando hein?? o que os motiva? parece que nego acorda…
Dora: ah… só tem uma motivação: sexo.
J.-P.: vc acha? eu não acho
Dora: o cara só quer um boquete.. é isso.
J.-P.: não acho que seja isso
Dora: quer o frisson de eu estar comprometidinha.. mas ainda assim fazendo sexo com ele…
J.-P.: sim, aí estamos chegando em algum lugar… tem isso… mas acho tem algo anterior… pq o sujeito quando fica com uma menina fica um pouco com a impressão de que aquela menina está ali está na reserva, saca? acho que quando vem alguém e a tira da reserva, rola uma reação de defender o espólio MESMO QUE O CARA NÃO TENHA TIDO NADA CONTIGO. acho que é atávico mesmo. pegou, é dele. e isso é quebrado quando a pessoa namora. aí o cara tenta manter aquela pessoa que ele imaginava estar ali, esperando por ele, como algo que se concretizaria de novo algum dia. e é claro que, se ele consegue, tem essa onda “mesmo ela namorando eu consegui”…
Dora: filhadaputagem de primeira isso viu?
J.-P.: mas rola sim..
Dora: sim.. rola.
J.-P.: eu já me senti levemente assim. claro que não agi mas tinha lá aquela pessoa que tinha rolado x e y e havia sempre a chance de isso se repetir.. quando a pessoa é tomada por outra acabou… não vai mais rolar.
Dora: mas cara… é bizarro… bem bizarro… pq tipo.. caralho MARÇO amigo… MAR-ÇO. nego me deixou SOZINHA. no dia do meu aniversário…. muito provavelmente pra ir fuder com a ex dele (por que sim, claro, eu não sou idiota). é bizarro ele achar que AINDA podia rolar alguma coisa…
J.-P.: mas acha, Dora… acha… ponha isso na cabeça! já passei por isso. a diferença é que o cara só está tentando encher o saco….
Dora: na boa… mesmo que eu estivesse sozinha. isso nem faz sentido, lindo… bizarro!!!
J.-P.: se rolou UMA vez, vagabundo vai achar pra sempre que pode rolar de novo, que um dia vc vai reconsiderar e vai rolar de novo… psicologia masculina. vc era da reserva dele, fofa… e eu te tomei.
Dora: mas enfim… surreal.
J.-P.: não é não. sempre acontece… ainda estou esperando o restante vir reinvindicar o espólio… esse cara tava esperando pra vc reconsiderar, vcs ficarem miguxos e rolar uma putaria de leve só pra dar um brilho…
Dora: se ele não tivesse sido tão babaca comigo e tivesse sido honesto, eu até ficaria amiga dele… mas ele não me deu espaço pra isso… oh well… whatever…
Não gosto de perceber quando as coisas terminam. Ok. Alguns me diriam que as coisas não “terminam”, mas “mudam”. Às vezes, não gosto de perceber a forma com que as coisas mudam. Fico chateada. Não admito, mas fico. É bem chato detectar desprezo no tom de voz de alguém (que um dia já foi) próximo. Ou desprezo num modo de dizer algo. Também é chato perceber um sorriso de canto de boca quando percebem que você falhou de um modo ou outro. Essas são coisas indisfarçáveis. Na real, até podem ser disfarçáveis, mas esse não é um talento meu… Isso é pra quem pode, atrizes, atores, gente que vive outras vidas. Não tenho essa ‘competência’. Felizmente algumas pessoas ao meu redor também não. Não é a toa que eu percebo…
Tudo começa a ficar ainda mais chato quando as pessoas já ESPERAM pelos seus erros. Os antecipam, de uma certa forma. Querem ver você falhando, errando ou se dando mal. Dizem, ou melhor (pior!) ainda: insinuam, que as coisas não estão tão bem assim com você e que você “poderia ser melhor” e que “antes você não era assim”. “Viu só?”, “Olha aí…”, “Não disse?”. Já estive do lado de lá e agora estou do lado de cá. Essas coisas acontecem e não adianta lutar pra que elas continuem as mesmas. Resistir a essas mudanças é inútil. As pessoas enchem o saco uma das outras e chega uma hora que alguma das partes satura, que as engrenagens não giram mais e várias coisas emperram umas as outras e assim sucessivamente… E eu só quero sobreviver até o final do ano… Só isso.




Sexta feira agora fui pro norte da ilha. Sábado de madrugada (5 a.m.) meu pai viajaria de volta pra Campo Grande/MS e antes que ele fosse eu queria ir pra lá, fazer uma janta pra ele. Assim como vários outros estudantes de fora que moram em Florianópolis eu dependo do transporte público pra tudo. Mas ainda assim não reclamo muito, pois ter um carro pra mim seria um pesadelo. Não tenho saco pra cuidar de carro e nem de ficar cuidando de manutenção, lavar, etc… Não nasci pra isso. Enfim… Sexta-feira, 17h30 da tarde eu já estava no centro esperando a linha Executiva da Canasvieiras 1120 Canasvieiras Jurerê que é mais cara, mas vale muito a pena.
Quer dizer, vale muito a pena quando o executivo não chega LOTADO de gente e você não tem como ir, né?
A Canasvieiras Transportes bem que podia fazer uns executivos um pouquinho maiores né? Imagina quando for alta temporada então? Infernal.
Bem o negócio foi que eu fiquei das 17h às 19h30 esperando um ônibus destes que viesse com algum lugar vazio. Passaram dois ônibus: lotados. Eu estava cansada, exausta e queria ir logo pra casa ver meu pai. Cheguei no ponto e estava vazio, só tinha eu lá. Depois chegaram + 2 senhoras e ficaram esperando a mesma linha comigo. Já pressenti que os lugares (se houvessem) teriam que ser disputados no tapa, quem pegar pegou, por que ninguém ali parecia muito a fim de respeitar qualquer tipo de fila, ou sei lá. Ok. Passou um tempinho e apareceu uma senhora com seus sei lá, 55~60 anos e uma mulher mais nova que parecia ser filha dela…
Uns 5 minutos depois apareceu o terceiro ônibus (sim, o terceiro ônibus que eu perderia), o motorista contou e avisou que só tinha 3 lugares no ônibus. Ok, eu e mais as 2 senhoras – que estavamos esperando mais de hora ali – poderiamos entrar na boa… Mas não… A véia que tinha ACABADO DE CHEGAR simplesmente quis entrar na minha frente. Nessa hora eu nem pensei, mandei a educação pras cucuias, falei “com licença”, afastei a mulher da entrada do ônibus e ENTREI. Foda-se. Entrei no ônibus, suspirei e fiquei me sentindo CULPADA. Me sentindo a pessoa mais escrota da face da Terra.
Cheguei em casa e contei pro meu pai. Ele achou que eu fiz certo. No entanto, isso não é um comportamento comum meu. O meu “normal” seria esperar até às 20h e pegar o último busão… O mais OTÁRIA possível, sempre. Aí conversando com o fofo depois, falei “nessa linha não tem fila não… quem entrar, entrou”…. E ele me disse “Mas você estava esperando há mais tempo, era seu direito”… “Eu estava esperando há mais tempo, mas ela era uma senhora de idade”… “Quem mandou viver muito?”… Hahahahaha… :D
Fazia algum tempo que eu não ia a São Paulo. Se não me engano, desde maio de 2008, pra ser precisa. A noite tava agradável e pegamos um táxi (sim, sem GPS, tinham roubado) pra ir até o Ibrasotope [MySpace | Blog | Twitter], que fica na rua januário miraglia, 43. Não me lembro do nome do bairro. Até que não nos perdemos muito e eu já tinha visto a casa (por dentro) por fotos.. Em algum lugar, não lembro onde. Alguma rede social da vida. Parecia um lugar legal. Tinha bichinhos de pelúcia então não tem como não ser legal. É uma casa muito engraçada (rerere), só que tem teto, cozinha e uma sala com carpete, almofadas e uma janela muito foda (é, eu adoro janelas). Mais tarde eu me perguntaria se os vizinhos ficavam chateados ou não com o barulho (aquela rua parecia ser bem residencial), mas claro, não perguntei isso pra ninguém. Deixa quieto.
Não conhecia ninguém ali, mas toda vez que vou nesses eventos é assim mesmo então eu já deveria estar acostumada. Ah, sim, foi nesse dia que eu conheci o Valério… E que não me servi de cachaça e sei lá mais o quê na cozinha do Ibrasotope. Mas a cachaça foi depois. Antes fomos em algum bar onde também não bebi (chata), mas brindei com cerveja e bebi um golinho só pra não ser muito chata. Há algum tempo tenho tido medo de beber depois que fiz a operação. Sem falar que pra mim não rola mais beber quando vou nessas apresentações. É bad trip na certa.. Era pra começar às 21h, mas acho que começou um pouquinho mais tarde que isso. Chamaram de repente, falaram que ia começar aí todo mundo foi pra sala da janela, onde já tinha um monte de coisa montada.
Devia ser umas 21h30 e chamaram pra não ir ficando muito tarde, sei lá. A sala não era muito grande, tinha uma mesona (com coisas que não lembro em cima), um piano no canto esquerdo, caixas de som nos 4 cantos da sala (o que foi legal) e bichinhos de pelúcia espalhados. Sentei numa almofada e tirei os sapatinhos. Acho que devia ter umas 20 e poucas pessoas por lá, se muito. Não contei. Foi o Iwao que começou apresentando e entregando um programinha também, onde também dizia o que ia rolar. Achei bacana. No programa estava assim na sequencia:
a. música eletroacústica
1. jean-pierre caron [MySpace | Twitter | Last.fm]: momentum (para giacinto scelsi II) [2009]
A primeira apresentação do -notyesus> (J.-P. Caron + R. Sarpa) que eu vi foi em julho deste ano, no Rio, numa noite que acabou sendo bem ingrata pra mim. Não lembro por que não escrevi nada sobre o que (ou)vi (tenho mania de descrever/registrar as coisas) mas a verdade é que em julho eu não estava no clima pra registrar nada. Meu last.fm não mente (rá!) que há algumas semanas eu já vinha ouvindo a 8². De qualquer modo, sou muito suspeita pra dizer qualquer coisa. Dizer, comentar, criticar, you name it… Que sem graça. O que eu poderia dizer então? Que gostei? Que achei lindo? Oras, que graça. Acho que não resolve muito. Isso tudo não é muito justo isso, rs.
Acho que ele disse em algum momento que a música tinha sido ‘comprimida’ pra ficar daquele jeito. Gostei do início. Desligaram as luzes e as pessoas ouviram. O início é silencioso e então a música vai se fazendo. Falei depois pra ele que ela tinha um quê de propaganda no início, tinha um design (ou o que chamam de “textura”) interessante. “Propaganda?”. É, não rolou. Mas é, foi a primeira coisa que me veio em mente. Da metade pro final a música começou a ficar meio lacerante, acho que por causa da repetição. Nessa hora fiquei com medinho do guaxinim na janela e dos outros bichinhos de pelúcia, por um momento. Mas passou. Depois que acabou, palminhas e suspiros altos, pessoal sem ar. Eu também suspirava, mas por outros motivos,. Não sei se o som estava suficientemente alto. Talvez nunca esteja, rs.

2. rodolfo valente [MySpace]: jornal nosso de cada dia [2009]
Não me lembrava que a música tinha esse nome, mas essa música quando ouvi me fez cócegas na cabeça. A achei engraçada. Não pensei em nada relacionado a jornal, de nenhum modo. Pensava em desenhos animados que eu assistia quando era criança, Tom e Jerry e essas paradas que eu não lembro mais. Mas não ri, contive o riso. Foi uma música curtinha, mas no final ela ficou diferente, virou outra coisa. O legal é que dá pra ouvir ela de novo no MySpace do moço. :)
3. elio martusciello [MySpace | Wiki]: ibidem [1993-4]**
Acho que foi meio longa essa música, mas gostei do que ouvi. Acho que gostei por que tinha elementos que eu gosto de reconhecer: ruído branco, ruído de mal contato, um som de rádio às vezes e aquele de vitrola, quando o disco termina. Ruídos de coisas antigas. Aí vez e outra aparecia um vidro quebrando, outro barulho que também gosto. No início a música era lenta, parecia algo que se arrastava, um início difícil. Pela metade (acredito) algumas partes me lembravam uns ritmos mais industriais, era mais ritmado – mesmo que barulhento – com algumas partes encorpadas.. Mas o vidro continuava quebrando. Parecia que ele queria dizer alguma coisa com isso. Mas juro que nem vou tentar descobrir o que era. Deixa estar.
4. rodolfo valente: poslúdio [2009]
Gente… Não me lembro dessa música? Nem um pouquinho. Nada. Ai que feio, mas juro que não lembro. Isso por que nem bebi. E nem tem no MySpace do moço, pra eu “colar”, rs. Estou me esforçando, mas não consigo lembrar. A única coisa que tinha anotado no meu papel era que a música era algo que “lembrava uma fala”. Só.
Depois destas quatro apresentações teve um intervalo de uns 15 minutos, pra que depois acontecesse a performance da arte B. De novo, de acordo com o programa:
b. cyrko synema apresenta
da obra de safo de lesbos
CORPORNOS [2009]*
para bocas, trombone de vara,
teatro de sombras e tocófono
{eduzal, efe erre [MySpace], gli altri & rictones}
Depois que as pessoas saíram da sala, fizeram ‘um fumacê’ antes de começarem a performance. Ninguém fumou nada, mas apareceram lá com uma panela e umas ervas queimadas (que não consegui identificar quais eram). Não faço idéia do que era aquilo. Não era um cheiro bom nem ruim era só um cheiro. Depois chamaram a todos rapidamente por que “já tinha começado”. Entrei na sala e tava passando filme de safadeza no telão. Constrangedor, haha. Aí as imagens começaram a se repetir, meio que numa vibe caleidoscópica. Não sei se era o (meu) sono, mas eu não sabia no que prestar atenção direito. Não anotei nada. Não quis anotar nada. Não conseguia. Se anotasse, perderia o que estava no telão e queria prestar atenção. Só que daí, não sabia se prestava atenção na música ou no telão e prestar atenção nos dois ao mesmo tempo foi difícil. É, eu sou uma pessoa meio limitada mesmo.. haha..
Aí decidi-me por prestar atenção no telão e depois de um tempo começou a me dar uma dor de cabeça violenta, sendo que raramente tenho dores de cabeça. A parte de trás da minha cabeça doía muito. Acho que talvez era o meu cérebro de primata, que ficava buscando as cenas de sexo e aquelas cores, delays, caleidoscópios, uóréva, ficavam me atrapalhando. Tinha muitas cores, inclusive as adoráveis CMYK. O magenta meio que me deu náuseas. No fim, o vídeo mudou pra outras coisas, igualmente pornográficas mas não muito identificáveis. A essa altura eu já não aguentava mais olhar pro telão não, minha cabeça parecia que ia explodir. Comecei então a olhar pras pessoas e tava todo mundo tranquileza, tinha gente deitada.. E a maioria prestava atenção no vídeo mesmo. Menos eu, a chata. Pra não perder o costume, rolou um cafuné indígena e uns beijinhos na testa de quem estava no meu colo. E assim, tudo acabou bem.
“E aí Dora, o que você achou?”. Sempre fico sem graça com essa pergunta. E sempre respondo que “não sei”. Ou ainda, um “achei legal” que sempre sai meio amargo da minha boca por que não diz tudo o que eu quero, nem tudo o que sinto, ou senti. Nunca acho nada de primeira. Às vezes nem de segunda. Ok, às vezes nunca acho nada de nada mesmo. Mas nunca sei exatamente o que responder na hora. De cada momento eu achei uma coisa diferente, não dá pra colocar tudo num mesmo patamar e fazer uma média. Não faço isso. Falo pra lerem meu blog depois por que talvez eu escreva algo.. Algo, claro, totalmente descompromissado com qualquer coisa que seja. Até comigo mesma, dependendo do caso.
Antes de sair testei todas as cores de uma caixinha de giz num papel que estava por ali. Não quis desenhar nada, só fazer uns rabiscos aleatórios e o desenho foi se formando sozinho depois, um semi-quadradinho colorido. Não tenho muita criatividade com cores, nem formas, mas fiquei ali me entretendo. Enquanto desenhava comecei ouvir alguma coisa no piano, reconheci rapidamente e sorri. E aquela imagem ficou bonita na minha cabeça, fiz um quadro e guardei: eu ali brincando de testar cores e ouvindo um som amado. E eu não deveria escrever essas coisas, mas não tenho como não escrevê-las. O som do piano acabou repentinamente. O meu desenho também ficou inacabado, por que a gente teve que ir embora. A noite ainda estava fresca.
* indica estréia
** indica estréia brasileira
Estou cada vez mais me encontrando nas coisas que estudo. Estava meio perdida até então, mas tenho tido alguns questionamentos que tem me mostrado o caminho. Sim, os questionamentos tem me mostrado o caminho, e não as respostas. As respostas aparecem quando o caminho já foi percorrido. É sempre assim. Tenho me divertido percebendo a diferença do significado das palavras e de como elas trabalham no mundo. E isso tem tido um impacto bem grande em mim. Não é ruim, nem bom… É só curioso mesmo.
Sempre me senti muito burra. Acho que sempre me sentirei. Não sou a pessoa mais brilhante que conheço, bem longe disso… E nem nunca foi minha intenção ser. Não é. Eu só quero fazer o que gosto. Só isso. E descobrir isso é difícil, doloroso… Mas tem sido curioso, tenho me identificado com algumas coisas em específico. Fico pensando nessas coisas… Por exemplo, todas as vezes que me deparo com um texto difícil de ser compreendido. Leio e releio o parágrafo várias vezes e fico me sentindo meio burra e meio louca. E a compreensão daquele parágrafo geralmente ocorre num outro horário do dia, enquanto estou fazendo alguma outra coisa que em nada tem a ver com aquilo que eu lia. E eu deveria soltar um ‘Eureka!’ mas não solto. Não sou genial, nem nunca serei. Sou apenas lerda.
Esse tipo de baixa auto-estima que eu tenho não é de hoje. E também não sou a única que conheço a ser assim. Sempre vão existir pessoas pra te chamar de burra ou pra esfregar na sua cara que sabem mais sobre determinado assunto que você. Sempre vai ter alguém pra te subestimar. A opção de se afetar (com isso e/ou por isso) ou não é inteiramente sua. Se alguém mais inteligente que eu me subestima, acho bobagem. Perda de tempo. Nego vai ganhar o quê discutindo com gente mais idiota que ele? Se alguém mais burro que eu me subestima, acho engraçado. Só acho engraçado… Pra caralho.
Já estou acostumada com essa situação e não me sinto mais diminuída com isso, com o que as pessoas pensam ou não. Nunca fiz o tipo “vítima” por mais que fosse. Na verdade, acho que se sentir diminuída com isso é coisa de gente recalcada. Não sou recalcada, sou, de certa forma, acomodada. Não me importo em não saber. Não me angustio. Se me angustio, busco saber e faço algo acerca disso. Pra mim, as coisas precisam estar em constante mudança pra que eu me sinta motivada, de uma certa forma… E quando tenho curiosidade, vontade mesmo de saber, eu busco… Busco mesmo. E mudo. Mas geralmente se essa busca se torna muito metódica, por muito tempo, ela me ENTEDIA. Profundamente. Então fico meio relaxada mesmo.. E não tenho problemas com isso.
Mas eu deveria ter. Como diria mamãe “fui criada” pra ter, como se eu fosse sei lá, uma máquina a ser programada pra agir de tal forma, um ser completamente sem personalidade e vida própria que fosse uma réplica perfeita dos valores da minha mãe. Depois eu é quem sou louca… Minha mãe sempre me preocupou. Em algumas conversas que tínhamos, todas as vezes que eu desconstruía as coisas que ela dizia, ela tinha reações de ódio e claro, me chamava de maluca. Sempre interpretava minhas respostas como “cinismo” ou “malcriação”, quando na verdade não eram nada disso… E isso acontece também em vários outros campos da minha vida. Não vou fazer comparações aqui por que acho desnecessário, mas eu sei o que quero dizer e isso basta.
Quanto a “querer saber” ou “querer entender melhor”, vou até o meu limite… Não fico extrapolando por motivo x, y ou z. Não discuto, não arrumo argumentos, não brigo, não perco meu tempo, não me descabelo, não me desgasto por nada nesse mundo nem nessa vida. Sempre dou um real pra não precisar participar ou engajar uma discussão que nunca dá em nada, por que sim, até hoje, eu NUNCA vi uma discussão dar em coisa nenhuma, MUDAR realmente algo. Não me meto em discussões por que sei que nunca vou mudar nada, seja o que for. E o meu objetivo aqui não é competir com ninguém: é encontrar o meu lugar. Seja ele qual for. Forçar barra não é comigo não.
Descobri minha natureza “mediadora” há pouco tempo. E aprendi que isso é algo que preciso EXPLORAR e não lutar contra. Por muito tempo minha mãe quis encutir na minha cabeça que certas características da minha personalidade eram ERRADAS quando na verdade, eram APENAS características mesmo. E pra isso nem sempre há certo e errado. As coisas apenas são. Tomar partido nunca foi meu forte. Tenho aversão a militâncias de qualquer tipo. Se considero algo importante, tento enxergar algumas possibilidades praquilo, mas a minha tendência é não ser radical. Não ser muito preto no branco, mas tentar enxergar os vários tons de cinza. Ou se for radical, o ser premeditadamente pelo menos, sabendo disso, conscientemente. É difícil explicar. Mas está bom por hoje.
Esses dias eu estava pensando em como as pessoas se ofendem com facilidade. Logo depois parei pra pensar se eu me ofendo com facilidade. Não sei… Acho que não. Acho que sou bastante tolerante com as pessoas no geral… Pra não dizer otariamente tolerante. Quando algo me desagrada/ofende em alguém, guardo pra mim e assim a vida continua. Eu só reclamo quando o lance é mais direto e direcionado mesmo… Mas isso é bem raro acontecer, então deixo.
Não sinto a necessidade de “me expressar” ou de “ser sincera” toda vez que algo me desagrada… De ir lá e questionar… Sei lá… Não faço isso. Acho que sair de cena é mais simples então é isso o que eu faço. Mas e as pessoas? Algumas pessoas se ofendem… E, ao meu ver, se ofendem a troco de nada. E eu, claro, ofendo um monte de gente sem querer. Acho uma merda, mas acontece e eu não vou ficar me desculpando por isso.
Escrevi esse post por que a @jujz comentou isso no twitter dela agora a pouco.. “Eu ofendo os outros sem querer”, ela disse. Pois é… Também disse “Ter que ficar medindo as palavras mais que o normal enche o saco”. No meu caso, ofendo mais com ações (ou não-ações) do que com palavras mesmo. O @felipeta/Felipeta também lembrou muito sabiamente que “Ofender-se é escolha do ofendido” e pior que muitas vezes é mesmo… Mas o meu caso é bem específico. E já aconteceu em vários lugares internet afora, desde que comecei a usar esse troço com frequência. É complicado pra mim, uma pessoa que eu considero anti-social, ter de fazer uso de redes sociais com o mínimo de dano possível…
Já aconteceram vários estranhamentos no orkut… Coisas do tipo “ei, por que você não é mais minha fã?” ou ainda “ei, por que você me excluiu do seu orkut?”. E cara, fico impressionada: as pessoas se ofendem. E de certo ficavam pensando “foi algo que eu fiz?”, “foi algo que eu falei?”… Mas enfim, era coisa minha. Broxava com algumas pessoas e com outras não… E assim ia. E sim, já percebi também várias vezes tb que pessoas que conheço (e que gosto) não eram mais meus fãs e que também tinham me excluído, sabe-se lá por que motivo… Mas eu optei por não me ofender.
As pessoas têm seus motivos e morro de preguiça de ficar tentando imaginar os porquês dos malditos motivos delas. Isso não é problema meu. Ninguém é obrigado a gostar de mim nem da minha personalidade (ou falta dela, eu diria), da mesma forma que eu não vou me obrigar a aturar gente que me desagrada só pra “conviver bem”. Ok, na vida profissional até pode ser, mas na minha vida pessoal eu não vou.
Com o Twitter, a coisa toda se intensificou de tal forma que não dá nem pra acreditar…
Uso o Twitter há algum tempo já (dia 24 de outubro agora vai fazer 2 anos). Penso que eu só vou entendendo como tal ferramenta serve pra mim de acordo com o tempo que vou usando ela. E ainda assim, nada é garantido. No início, o meu Twitter concentrava muita gente de Florianópolis, blogueiros, jornalistas, etc. Hoje, eu sigo muita gente que faz biblioteconomia ou está envolvida na área de uma certa forma. Alguns poucos amigos meus estão no Twitter, mas a grande maioria de pessoas que sigo, mesmo, são colegas (da minha faculdade, de outras faculdades, formados, mestrandos, etc)… E eu gosto de segui-los. Gosto de saber dos seus projetos, do que estão fazendo e até de doses homeopáticas sobre suas vidas pessoais. É legal, divertido.
Mas também não gosto de muitas coisas nas pessoas. Não gosto de contação de vantagem (“sou muito inteligente, sou muito sábio, tenho gosto requintado, sou foda, conheço mil bandas, vi mil filmes/seriados, fiz mil viagens, etc”). As pessoas mais fodas, mais ricas e mais cultas que já conheci sempre foram humildes e nunca enchiam a boca pra falar de nada do que tinham/fizeram. Tinham egos comuns.. Eu me sentia confortável pra me aproximar de verdade (aproximação com significado), pra ouvir e aprender com elas. Existem pessoas que ficam forçando situações e tentando se impor (de certa forma) com suas personalidades… Parecem que gostam de ‘impôr respeito’ por que sabem de x coisa, ou gostam de y coisa… E eu não gosto disso. Empatia é fundamental. E ela precisa ser contínua.
Também não gosto de mimimis acerca de problemas que poderiam ser resolvidos mas não são por que sei lá, a pessoa é incompetente demais pra resolver qualquer coisa em relação a sua própria vida. Reclamam ao invés de simplesmente viverem e deixar viver… Reclamam ao invés de agir. Isso além de me deprimir não me acrescenta em nada. De deprimente eu me basto. Gente assim me broxa. Não róla.
E claro, mais grave de tudo, também não gosto de ficar lendo conversa de lavadeira… Isso pra mim é um dos PIORES ruídos de TODOS no Twitter. SPAM é fichinha perto dessa merda. Sério. Sérião.
Faz algum tempo que eu tinha visto o termo “orkutização do Twitter” e não tinha entendido muito bem sobre o que se tratava… Hoje saquei que a orkutização (pelo menos interpretei assim) é você SE OBRIGAR a ter de ficar lendo essa lavaroupagem de conhecidos… Lavaroupagem essa que você não tem O MÍNIMO interesse de ler e nem saber…
Caralho, MSN existe pra que? Googletalk? Já ouviram falar? Instant Messengers…?

Então. USEM.
Trocar 3 frases com amiguinhos no Twitter: Ok.
Trocar 2402384208572094299 frases com amiguinhos no Twitter: NOT ok.
Isso não é usar a ferramenta… Isso é SUButilizar o troço. Sei lá, é coisa de gente que quer se aparecer. E eu não curto muito isso não. Não quero cagar regra nem nada, mas puta que pariu cara… Fuckin’ bom senso, pelamortededeus.
Sim, eu sou idiota, escrota, impaciente. Sou mesmo, assino embaixo e assumo. Já deixei de seguir muita gente por causa de tudo o que foi citado acima. E continuarei deixando de seguir. São várias as coisas que me irritam, mas essas são as mais gritantes. Certamente existem outras mas eu ainda não consegui identificá-las.
No entanto, entendam: isso não é uma ofensa pessoal.
Eu deixar de te seguir no Twitter ou deixar de ser sua ‘amiga’ no orkut não significa que eu te deteste. Hahahaha.. Chega até a ser engraçado ter que escrever isso… Enfim..
Eu separo muito bem as pessoas das personalidades delas. Não é só por que você tem uma personalidade escrota que eu te odeio… Não odeio: só não me obrigo a conviver com você. Tô no meu direito oras.. Como qualquer outra pessoa poderia fazer a mesmíssima coisa comigo (como já fizeram). Realmente… Isso é se ofender por coisa que não vale a pena. Se for pra jogar um joguinho idiota, vamos lá: a sua personalidade/o seu jeito de ser me ofende (em algum nível). Pronto. E isso inclui muita, muita, muita, muita, bastante gente que eu conheço. Não se sinta especial, você não é.
Para mulheres: me chamar de invejosa não vale tá? rs
Para homens: achar que eu estou apaixonada ou que quero dar pra você, também não vale tá?
Patético, ok?
Agora sim é uma ofensa pessoal. :)

Sua simbologia é uma de suas virtudes mais apreciadas: é associada à pureza e ao renascimento. Uma das flores mais belas nasce em meio à lama, inspirando um caminho de purificação e de transcendência em relação a tudo que é considerado impuro no mundo. Na Wikipédia.
I love the lotus because while growing from mud, it is unstained.
(Zhou Dunyi)
From ancient times the lotus has been a divine symbol in Asian traditions representing sexual purity, a virtue. [...] In Buddhist symbolism, the lotus represents purity of the body, speech, and mind as if floating above the muddy waters of attachment and desire. [...] Via Wikipedia.
- Pedra na Vesícula (25/07/2009)
- Campo Grande, novamente (25/08/2009)
Ontem foi o dia que eu passei pelo processo de Laparoscopia, pra tirar a vesícula e as pedras que tinham nela. Fui pro hospital às 6 horas da manhã com o meu pai e toda a papelada, 2039480475348759348 exames entre exames de sangue, exame do anestesista, exame ultrassom, autorização da Unimed pra internação e o caramba. Enfim.. Depois da papelada toda fui pro meu quarto pra esperar o enfermeiro me levar pra sala de cirurgia. Em poucos minutos, entrou um enfermeiro e me mandou tomar um remédinho pequeno e azul e trocar de roupa, colocar a roupa do hospital. Também tive que tirar todos os meus piercings, o que foi chato pois fiquei com medo de perder os furos.. Mas enfim, tirei. Coloquei as roupas do hospital, tomei o remédio. Em poucos minutos o enfermeiro já estava lá de novo pra me levar. Deitei na maca e fui levada pro centro cirúrgico.
No caminho pro centro cirúrgico já fui sentindo uma sonolência leve, mas era por que eu realmente tinha dormido pouco na noite anterior (cerca de 4 horas, só). Não me lembro direito o que aconteceu quando estive na sala de cirurgia, só lembro de que lá tinham muitas pessoas, enfermeiros e eles conversavam entre si e eu não consegui gravar nem entender nada do que eles diziam. Eu já estava meio grogue. A última coisa que eu me lembro de ter acontecido antes de eu apagar de vez, foi ter visto do Dr. Fernando Delmondes. Ele me deu “oi” e sorriu. Depois disso não vi mais nada… Apaguei mesmo.
[...]
Tive a impressão de ter cochilado por uns 5 minutos. Quando abri os olhos naquela sala, a claridade foi cortante. Meu primeiro pensamento foi “Mas puxa vida, quando vai começar essa cirurgia? Que saco”.
Puxei o ar pela primeira vez depois da cirurgia e aí sim “senti” a minha barriga e percebi os pontos.
“Putz, já foi…” e apaguei de novo.
Fui acordando aos poucos. Devo ter falado um monte de besteira pras enfermeiras. A gente fala muita idiotice depois que volta de uma anestesia geral. Lembro de ter perguntado perguntado pra alguma enfermeira se foi tudo bem e tal e ela respondeu que sim.. Aí eu disse algo tipo “é.. eu sou jovem, sou saudável e mimimi”. Acho que ela riu de mim.. Não lembro. Não lembro de nada. Se eu não lembro, eu não fiz.. rs
Eu acordava e apagava… Acordava e apagava… Perdi a conta de quantas vezes fiz isso. Aí teve uma hora que eu acordei mesmo por que já estava me dando muita vontade de fazer xixi. Olhei pro lado e vi que eu estava numa sala de recuperação de anestesia (isso tava escrito numa placa e tudo). Aí veio uma enfermeira e me disse que ja me levariam de volta pro meu quarto, em cerca de 10 minutos. Não sabia se meu xixi aguentaria por 10 minutos mas disse “ok”. Voltei pro quarto logo e pude ir no banheiro. Meu pai e minha mãe estavam me esperando.
Depois do almoço resolvi recolocar meus piercings que felizmente não fecharam.
Passei o dia todo cochilando e acordando. Acordava sempre que alguém entrava no quarto. Fiquei com soro o dia todo também. De tarde minha irmã ficou comigo até às 15h30. Passei o resto da tarde sozinha, depois meu pai só reapareceu às 18h. Não foi ruim, só dormi mesmo.. Não fiz nada demais. Lá pelas 18h30 recebi alta e fui embora pra casa.
Foi estranho dormir ontem. Deitei na minha cama e meus órgãos parece que se espalharam dentro de mim. É uma sensação de vazio literal. Tem uma parte ausente ali dentro de mim e parece que meus outros órgãos percebem isso e estão tentando se ajustar como podem. É engraçado perceber isso. É uma sensação de ausência estranha.. Mesmo que a vesícula só tenha de 7~10cm.. É complicado explicar.
No mais, está tudo bem. Não sinto dores, sinto incômodos, o que é diferente. Incômodo a gente sabe que passa logo. Dor a gente nunca sabe, por que parece que não termina nunca. Dor eu sentia quando tinha as pedras e tinha as crises. O que eu sinto agora passará em questão de dias, é tudo uma questão de adaptação e cicatrização. A gente sempre fica nervosa/ansiosa com uma operação, mas quando é pra bem, pra ficar melhor, é melhor fazer de uma vez e não ficar adiando.
Me sinto bem melhor agora. :)